Ansiedade...

02 maio, 2013

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25 outubro, 2012


Pela manhã logo cedo ligo minha televisão e faço uma viagem pelos canais que me levam a observar aquele fenômeno – milhares de pessoas lotam templos neopentecostais. Tudo gira em torno de promessas de um deus maravilhoso que resolverá todos os problemas se você pagar bem. É no mínimo intrigante tal fenômeno.

Paro um pouco e reflito sobre a sinceridade de cada pessoa ali presente. São mulheres, senhoras, mães e avós de famílias, homens de bem, trabalhadores, na maioria pobres. Gente simples buscando um deus que aprenderam existir sobre tal face, a do provedor. Em outro canal, outra igreja, milhares de pessoas, buscando o deus sofrido na cruz, pela via da penitência salvar-se do pecado. São tantas buscas, tantos rostos para Deus.

Ainda na manhã desse dia saio para almoçar e decido ir para um lugar por mim ainda não visitado. Uma barraca ao pé do mangue visitada por pessoas pobres, simples. Uma gente sofrida revelada nos faces enrugadas e com pouca beleza. Nenhum corpo escultural, tatuagens mal feitas, crianças visivelmente mal alimentadas. Nada parecido com outro lugar que tinha ido semana anterior. Ali contemplei a beleza do feio.

À noite na reunião dos do Caminho, ali sentado em minha cadeira, observo cada um que chega. Uma família que vem de longe, pessoas simples, uma mulher com seus filhos, seu marido, e sua mãe de cabelos brancos. Depois um casal bem vestido, e outro, e depois outro. Até que entra um jovem com sua garrafa de vinho e suas brincadeira muitas vezes fora de hora, e pensei em tudo que vivi e vi naquele dia.

Como fundo de minha fala tocava uma música que eu sem saber perguntava sobre o rosto de Deus. E ali pensei, e se Deus fosse feio, fosse negro, fosse mulher, fosse pobre, fosse sujo, fedorento. Se entre todos nós naquela noite fosse justamente aquele jovem com cheiro de bebida como me comportaria? Se Deus fosse como qualquer um de nós? Não como as pinturas das belas telas. Não como o poderoso ou o piedoso das igrejas. Se fosse apenas como um homem marcado pelo dia a dia, será que os templos estariam lotados? Continuaria acreditando nele?

Pode parecer absurdo minha indagação, mas não é isso que nos ensina o símbolo da encarnação? Se Deus fosse a cara do indesejável em nossas mesas?  Se fosse um pecador, nascido em área pobre, de família pobre, sem formosura, sem atrativos, apenas um simples trabalhador, sem educação formal, sem bom cheiro, eu iria desejá-lo?

Se em vez de um rei apenas um carpinteiro iria de fato adorá-lo?

Hoje amanheci apaixonado pela face feia de Deus.

Ivo Fernandes
22 de outubro de 2012

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SOMENTE EM CRISTO DEUS PODE SER DISCERNIDO COMO AMOR

25 setembro, 2012



Não é possível conhecer a Deus em um vínculo de confiança sem iluminação da Graça.

Na Natureza... em toda a sua grandeza e maravilha... se pode conhecer — pelas impressões causadas pela beleza, pela harmonia, pela complexidade simples, pelo estranho testemunho do Existir das coisas — a certeza de que Deus é impossivelmente necessário ao sentido do Universo.

Porém, pela Natureza, chega-se apenas ao “crer em Deus” como Algo, não como Alguém que é Amor.

A Natureza dá testemunho esmagador de Deus como Necessidade ao Sentido do Existir. Mas dificilmente alguém vai além disso...

Por isto as crenças em Deus que não vêm da Revelação de Deus sobre Si mesmo não passam do Fato/Fator/Deus.

Sim, pois como aos sentidos humanos a Natureza parece ser Impessoal, o máximo que se depreende de tal encontro com Deus na Natureza leva a mente humana ao mais puro budismo, mas não cria a consciência de que Deus é Pessoa, é amor.

Como diz Paulo em Romanos 1 [...] a Natureza tem o poder de acabar com a idolatria de si mesma quando se a percebe como criação divina. No entanto, tal percepção não enternece ninguém, sem uma revelação adicional e pessoal, ao ponto de conduzir alguém a um vinculo com o Alguém/Amor.

Daí a revelação de Deus aos Hebreus ter sido tão especial e divina. Sim, pois onde quer que a divindade seja uma pessoa, em geral surge o politeísmo como decorrência da pessoalidade do divino.

Um só Deus e que seja também Pessoa absolutamente Única e Amorosa em Verdade e Justiça Misericordiosa e Imparcial, somente nos alcança se algo para além de nós mesmos se manifestar.

Do contrario, na ideia da divindade pessoal surge a pluralidade que decorre da projeção das nossas pessoalidades, e, assim, Deus se torna deuses...

Sem a revelação de Deus sobre Si mesmo, toda ideia humana sobre um deus/pessoa conduz invariavelmente à idolatria das pessoalidades tão múltiplas quanto as nossas projeções dos humanos, surgindo assim os deuses de projeções de pessoalidades.

Daí tais deuses serem sempre iguais a nós, carregando nossas ambiguidades e ambivalências...

Quando chegamos a Jesus — Eu e o Pai somos um — temos algo tão para além da compreensão..., que não nos é possível compreender por meios próprios. Sim, por todas as razões DEUS EM CRISTO é um absurdo, mas, sobretudo, pelo fato que Esse que Encarna Deus, Ama com uma paixão sem romance; ama em espírito, a tal ponto que Nietzsche disse ter lido os Evangelhos e não ter encontrado alma humana em Jesus, posto que buscasse também a projeção do humano, conforme ele, Nietzsche, entendia o homem a partir de si mesmo...; e, por tal olhar, ele não encontrou em Jesus o que julgasse que seria uma alma, ou seja: a passionalidade e a parcialidade do amor conforme nos humanos.

Entretanto, até mesmo olhando para o Jesus da História, não se encontra Deus, mas a beleza do Homem, do Filho do Homem.

É a revelação direta do próprio Deus ao coração humano, de modo a não ser explicado, o que pode trazer-nos ao entendimento que transcende as lógicas, e, assim, gerar a certeza de que Deus estava em Cristo.

Sim, somente assim Jesus vai além do Filho do Homem e chega a ser para o homem o Filho de Deus, na perspectiva de que o Pai e o Filho são Um.

Entretanto, crer no Filho do Homem, segundo Jesus, põe aquele que assim veja a Jesus [...] no Caminho de abraçar o amor de Deus no amor que devote aos humanos, e que fará aquele que assim haja na vida um dia ouvir: “Entre, bendito do meu Pai, pois tive fome e me deste de comer”...

Nesse caso, a imanência de Deus no Filho do Homem leva o homem a transcender na pratica da imanência do amor do homem pelo homem, na vida.

Quando, porém, se discerne Deus em Cristo, se transcende num nível de consciência e deliberação lúcida que gera intimidade relacional com Deus.

Assim, sem humanidade de Encarnação, é impossível aos humanos discernirem qualquer coisa do amor de Deus na perspectiva de que Deus é Amor.

Sim, pois mesmo na Antiga Aliança, a ênfase não era no amor de Deus, mas sim na Sua Justiça e Verdade.

É em Cristo Jesus que Deus é Amor, e tudo mais decorre desse Amor!

É também no mistério da fusão de Deus no Filho do Homem e no Filho de Deus, que Deus é amor para nós, e sem lugar para a idolatria, por mais próximo do humano que tal fato faça Deus se tornar.

É a revelação da Absoluta Singularidade de Jesus o que acaba com a idolatria.

Pense nisto!

Caio Fábio

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Não somos uma carpoteca

11 fevereiro, 2011



A Estação do Caminho da Graça não pretende ser uma "carpoteca" – uma coleção de frutos produzidos e preservados para fins de observação -, onde o fruto está morto na essência de ser. Há apenas o observável!

Entre nós, a Graça tem sabor de vida, e assim, a vida ganha sabores, pois a Graça aduba a existência. Por isso, somos um lugar de intensa e verdadeira "frutuosidade", que acontece da existência para a vida. Aqui, nos interessa aquilo que surge de modo natural, e que é apenas o resultado de se estar ligado à fonte vital – a seiva da Vida.

Fruto nenhum na estação que não é de fruto, é verdade. Deus ama a verdade! A ausência de fruto numa árvore que não está na estação da frutificação, não é uma anômalia; e, nem tampouco é uma declaração de infrutuosidade. Ao contrário: não dar fruto na estação que não é de fruto é o anuncio de que o fruto está em gestação. Nesse caso, não há fruto aparente, embora a árvore já o tenha, posto que está grávida dele. Assim, mesmo quando não há fruto visível, ainda assim sempre há fruto, pois o fruto pré-existe à sua manifestação visível. Todavia, quando se tenta dar aparência de frutuosidade, não havendo verdade - pois o fruto do ser é verdade e amor -, a própria tentativa de produzir o que não é verdade, já é em-si a maldição. Tal ser seca como aquela figueira secou! A verdade é verdade quando é estação de fruto e também quando não é estação de fruto; posto que a verdade é o que é.

Pense nisto!

Caminho da Graça


--
O Caminho é uma pessoa e seu nome é Jesus!
O maior é aquele que mais serve!
--



Gláucia Santana
(81) 9769-2536


Estação Recife Zona Norte
WWW.CAMINHORECIFE-NORTE.BLOGSPOT.COM



 

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08 fevereiro, 2011

APESAR DO APAGÃO QUE HAJA LUZ!


Publicado em 04/02/2011 por revsamuelfa





“Haja luz! E houve luz”.



Olá gente!



Entre o final da noite da quinta-feira (03/02) e às 4h da manhã desta sexta-feira (04/02), o Nordeste, com exceção do Maranhão, ficou debaixo de um grande apagão que trouxe uma série de transtorno para os cidadãos nordestinos.



Os transtornos foram desde a minha falta de sono – e a de milhares por causa do calor – até alguns casos de morte, como foi a de um detento do Presídio Aníbal Bruno em Recife (link: http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000396850) e a de uma jovem de 20 anos de Aracajú que morreu após ter sofrido queimaduras provocada por uma vela que caiu e atingiu o lençol (link: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4930275-EI8139,00-Acidente+com+vela+durante+apagao+mata+jovem+em+Sergipe.html).



Entre a falta de sono de milhares e alguns casos trágicos de morte, o apagão provocou problemas no trânsito, dificuldade de atendimento em hospitais, elevadores parados, roubos e uma série de outras coisas.



O apagão provocou também uma reflexão em mim, para além do que tenha a ver com o meu senso crítico político-social.



Pensei na importância da luz:



1. A luz fornece a condição de podermos saber onde estamos. Sem luz nunca se sabe onde exatamente se estar.



2. A luz também permite agirmos com mais segurança, pois se existe alguma ameaça por perto, esta ameaça se torna muito mais perigosa e nos tornamos presas fáceis. Já na luz passamos a ter liberdade de ação.



3. A luz promove progresso. Sem luz tudo fica como no tempo das cavernas. Sem luz ninguém cria, ninguém segue adiante em seus empreendimentos, a sociedade pára.



Pois bem, do mesmo modo como é com a luz física é com a luz interior.



Pense comigo:



1. Em não havendo luz no interior do ser humano, o que sobra é falta de verdade, liberdade e crescimento, ou seja, engano, mentira e toda sorte de fuga do que é. Gente sem luz interior vive um verdadeiro apagão existencial, espiritual e relacional. São pessoas sem senso de realidade quanto as circunstancias, quanto a vida que as rodeia e quanto ao que carregam no coração. São pessoas sem desejo pela verdade, pelo que é justo, pelo que é genuíno. São pessoas que preferem e se acostumaram a viver (no máximo) debaixo da penumbra de uma “velinha”.



2. O apagão interior também significa apagão nas ações. O medo pode ser uma palavra que melhor explique o quero dizer. O escuro ou a ausência de luz impede de termos a devida segurança para tomarmos as decisões com a liberdade de quem faz as coisas consciente da realidade e das conseqüências dos atos praticados. Luz, neste caso, é consciência do amor. Só os que amam não carregam o medo essencial de se relacionarem com a vida, pois seguros estão do amor de Deus, haja o que houver. Sim! A luz nos dá segurança e liberdade para se ir sendo conforme a consciência do amor.



3. Na luz, nos carregamos de luz, para uma vida produtiva, cheia de criatividade e novidades. Na luz progredimos, crescemos. Na luz nossos talentos e dons são potencializados para fazermos o bem. Na escuridão interior as forças da morte se tornam mais fortes. A vida vai perdendo a sua expressibilidade, sua beleza e sua utilidade. No apagão da alma deixamos de ser o que nascemos para ser.



Daí porque o apagão interior é muito pior do que o apagão exterior. Porém, quem carrega a luz de Cristo no peito até as trevas perde o seu poder, visto que para Deus luz e trevas são a mesma coisa*.



Que todos os dias o Senhor faça raiar em nós a sua Luz.



“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.





Samuel F. Andrade

Recife, PE – Brasil

* Leiam o Salmo 139 (com ênfase no v.12) e veja o que lá está; como tb o que está escrito em Romanos 8 (com ênfase no v.28). Leia ambos os textos e percebam o espírito do que eu escrevi.

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16 novembro, 2010

Caminho Nações

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13 setembro, 2010



Em uma época onde se promete muito e se cumpre pouco; e com a "lulofofia maniaca" que se espalhou
mediante exacerbação de MÍDIA e MONOPÓLIO da opinião pública, é sempre bom estar consciente de duas(2) opções
Muito faladas porem pouco conhecidas, o voto  BRACO E NULO.

Sabe qual  é  a diferença? não?! Então vamos cita-las:

Os votos em BRANCO significam "TANTO FAZ" e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno. Ou seja, se existem dois candidatos, o ZÉ terminou o primeiro turno com  52% dos votos, e DÁ SILVA com 35% dos votos, 10% são votos em branco 3% são nulos, isso significa que 3% dos eleitores não querem nem ZÉ E NEM DA SILVA  no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com o ZÉ ou como o DA SILVA, o que vencer está bom.

 Neste exemplo, ZÉ tem uma aceitação de 62% do eleitorado. (52% + 10% dos votos em branco). O voto em branco é um ato de conformismo.

Já o voto NULO é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro. Esse tipo de voto é importante e é o que efetivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.

O problema é que existe muita pressão para a escolha de um candidato e pouca explicação do que escolher.
Explicam como votar em um candidato ou como votar em BRANCO, mas ninguém explica como ANULAR um voto.


Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato. Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal eletrônico avisa "Você está votando em branco" e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir. Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorreto, corrija seu voto". Assim, os votos NULOS são desencorajados. Por que os votos nulos são desencorajados? Por que ninguém fala deles?

E por que eu falo deles? Porque, se na eleição entre ZÉ e DA SILVA, ZÉ terminasse as eleições com 42% dos votos e DA SILVA com 30%, 10% de brancos e 18% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem ZÉ e nem DA SILVA poderiam participar das eleições naquele ano.

Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez".

Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas! Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer.

Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando em ZÉ ou em DA SILVA, mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo voto INCORRETO, o voto NULO.

Não seja obrigado a votar em quem você não quer no poder!!!


Mas vale uma Observação: Estude sobre política!!

Sim! Estude.


Aqui no Brasil criou-se uma mentalidade que política é chato e todo candidato é ruim, porém você se esquece (ou não sabe) que na verdade essa é
uma mentalidade implantada pelos próprios políticos. Porque eles sabem que quanto menos pessoas souberem sobre política, mais eles tem a
probabilidade de ganhar!


E pra quem acha que isso não é importante, isso posso me referir principalmente a cristãos, uns se preocupam de + e outros de -
são esse que deveriam principalmente se preocupar com o que esta acontecendo neste país.

DEIXE DE TRATAR POLÍTICA SÓ QUANDO BENEFICIA OS SEU PRECONCEITOS,  quando vão cheios de FÚRIA aos planaltos simplesmente
criticar as coisas que dizem "corromper a família no país" e procure mexer a sua bunda em causas que realmente transformam vidas.

Vidas tem que ser transformadas pela política, e não simplesmente satisfazer seus LUXOS!

E isso vale também para os demais grupos. Basta um político oferecer casa e e prometer que vai aumentar o seu salário em mais uns 100 Reais e algumas cestas básicas e logo você só falta beijar na boca do sujeito.

Deixe de olhar só para seu umbigo e pense no país como um TODO!!


Então, quebre seu preconceito e deixe de ser bobo!

Isso sim é uma Atitude UNDERGROUND numa sociedade que é viciada na falta de informação.



Pense!





Mazaroto

www.atitude-underground.blogspot.com 

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29 julho, 2010


Encontro Nacional 2010 from caminho_divulgação on Vimeo.

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19 julho, 2010

Encontro Nacional


PRINCIPAL
 
A Todos os Caminhantes,
 
Estamos felizes diante da possibilidade de nos encontrarmos em setembro para o Encontro Nacional 2010.
 
Será muito bom rever os queridos que estão espalhados pelo Brasil e ainda não pudemos encontrar desde o último encontro no Rio de Janeiro.
 
O texto a seguir, do nosso amado Brega, reflete a temática que queremos compartilhar durante o Encontro, especialmente durante as manhãs: QUE O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBAM.
 
Nosso desejo é desafiar cada um a ler o texto abaixo e vir para o Encontro compartilhar suas experiências na divulgação do Evangelho, frustrações, dificuldades, anseios, desejos, sugestões... Tudo para que o maior número de pessoas saiba!
 
O espírito é este que o Carlos Bregantim expõe no texto abaixo; sem propaganda religiosa, sem estratégias expansionistas, mas dedicados a fazer o Brasil e o mundo ouvirem!
 
Com a graça do nosso bom Deus, nos vemos em Brasília!
 
Em Cristo, nosso querido Salvador,
 
Equipe Encontro Nacional 2010
Caminho da Graça
 
*****
 
QUE O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBA - por Carlos Bregantim
 
Saibam do que?
 
...Do Evangelho que é a boa noticia de Deus aos homens e mulheres deste tempo.
 
...De Jesus de Nazaré que é o próprio Evangelho. A Palavra encarnada.
 
...Que Deus em Cristo se reconciliou com toda humanidade e esta é a boa noticia do Eterno aos homens.
 
...Que há um movimento na terra hoje chamado Caminho da Graça que se identifica com outros movimentos que apenas anunciam Jesus com simplicidade.
 
...Que é possível ser simples e comprometido com a essência do Evangelho, pois, simples é o Evangelho.
 
...Que homens e mulheres sem nenhuma acepção podem se reunir, se encontrar e festejarem a fé uns com os outros e assim servirem a Deus e aos homens.
 
...Que estes encontros podem ser simples, leves, informais, bem humorados, ao mesmo tempo, responsáveis e comprometidos com os valores do Reino.
 
...Que nestes encontros e em todos encontros como Caminho da Graça, todos os dons são exercitados e distribuídos segundo o que o Espírito Santo lhe aprouver.
 
...Que oramos e nos repartimos uns com os outros de modo que se materialize os resultados do exercício da fé, isto é, curas, livramentos, solidariedade, compaixão, salvação, suprimentos de necessidades, e tudo o que tem a ver com um encontro entre seguidores de Jesus.
 
Que o maior numero possível de pessoas saibam
 
Que chegou a hora de ser livre e fazer valer esta liberdade conquistada por Cristo na Cruz em nosso favor.
 
Que não estamos, e ninguém precisa estar, debaixo de qualquer outra autoridade que não seja a autoridade de Cristo sobre nossas vidas.
 
Para que seja assim, podemos usar todos os recursos disponíveis. Todos mesmo.
 
Podemos contribuir para que, o que já está sendo feito, chegue ao MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.
 
Podemos fazer isto juntos e isolados, mas, podemos fazer e penso que devemos fazer.
 
Não que estejamos deflagrando algum tipo de plano expansionista, não, mas, estou convicto e isto faço, QUERO QUE O MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE PESSOAS SAIBAM que há um Caminho que se identifica com O CAMINHO que tem um Nome Jesus o Cristo.
 
No que depender de mim, tudo farei para que MUITOS SAIBAM que o Evangelho é a ação de graça da parte do Eterno para com toda a humanidade e, TODOS PODEM BEBER DESTA FONTE INESGOTÁVEL.
 
Com gratidão por ter sido convidado para esta hora e por estar ao lado de tantos que conheci dos quais eu não abro mão.
Beijos reverentes.
 
Carlos Bregantim







INFORMAÇÕES GERAIS :





ENCONTRO NACIONAL 2010 - BRASÍLIA

CAMINHO DA GRAÇA

04 a 07 de Setembro 2010

LOCAL:
Centro de Convenções – Hotel Naoum Plaza
SHS Quadra 5 Bloco H
Brasília / DF
www.naoumplaza.com.br

PROGRAMAÇÃO:

Mensagens do Caio, Apresentações das Estações, Devocionais, Palestras e Oficinas sobre o Caminho, Encontros Regionais, Caminho Nações | Way to the Nations, Celebração da Ceia.

INSCRIÇÕES:

Período: de 15 Jun a 05 Ago 2010
As inscrições serão feitas diretamente na central de reservas do hotel.
Central de Reservas – 0800 61 48 44
Email: reservas@naoumplaza.com.br
Informar o nome do evento: ENCONTRO CAMINHO DA GRAÇA

VALOR:

R$ 420,00 + 10% - por pessoa em apartamento duplo | inclui 3 diárias completas (inicio com o jantar de sábado, 3 refeições no domingo, 3 na 2ª feira; e, na 3ª feira, café e almoço).
OBS: Para hospedagem em apartamentos single ou outros, consultar a reserva do hotel.

ATENÇÃO: Para quem não vai se hospedar no hotel, o valor da inscrição será de R$ 60,00 para participar de todo o evento (não inclui as refeições).


INFORMAÇÕES:

1. Informe sua inscrição no email encontro2010@globo.com.
2. O encontro começa no sábado (04/09) à noite e termina com o almoço de 3ª feira (07/09);
3. O valor da hospedagem pode ser pago em cartão de crédito. Tudo será acertado na recepção do hotel quando feito o check-out.
4. Transporte do aeroporto ou rodoviária: por conta do participante do encontro (informaremos valores de custo para taxis);
5. Haverá horário livre para passeios na cidade. Daremos informações do City Tour – www.brasiliacitytour.com.br.

CONTATO E ORGANIZAÇÃO DO ENCONTRO:

encontro2010@globo.com

Equipe Caminho Brasília


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13 junho, 2010

Posted by Uma Doce Revolução no Evangelho...



















Esse texto foi baseado nos trechos da letra de One, do U2.





One | UM




Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame


Nós nos sentimos mais aliviados quando não preocupamos os outros com o nosso estado de espírito?!
Quando alguém pergunta: -Como vai você?! E você responde: 'Estou bem!' mesmo estando em prantos?!
Você sente que isso ajuda-o a perceber o outro? Ou só ajuda a pintar a sua máscara de uma nova cor na qual você mesmo escolheu?



You say one love, one life
It's one need in the night
One love, we get to share it
Leaves you, darling, if you don't care for it.

Você fala de amor, porém geralmente o amor é só por uma noite; e quando a coisa acaba pela manhã as lágrimas são as mesmas; o vazio é o mesmo.
O que uma pessoa necessita é ter alguém por perto.

O Amor...
Temos que compartilha-lo sempre.

E Ame o Amor, porque se não cuidar dele...ele pode ir embora.


Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without

Você pergunta se desapontou o outro; você pergunta se deixou algum gosto ruim em sua boca, porque ele não quer nem chegar mais perto de você. E por mágoa você diz que nunca amou ninguém, e que o Amor não existe. 



Well, it's too late, tonight,
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One

Mas é tarde para chorar pelo passado, trazer as mágoas, enquanto deveríamos estar praticando o amor, compartilhando-o no dia chamado HOJE.
Somos iguais.
Não queremos que os outros participem das nossas dores. Mas Jesus ensina que nós temos que carregar um ao outro....UM.



Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
to the lepers in your head?

Você acha que nasceu para quê? Para pedir perdão por viver/ser? Viver na repreensão tentando ser aquilo que você não é?!
Que Deus cruel é esse?!
Você por acaso está aqui para salvar o mundo? Ou veio brincar de ser Jesus??
Você pode ser melhor do que TODO mundo?!
Tens poder para tal?


Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it's all I got
We're one, but we're not the same.
Well, we hurt each other, then we do it again.

Você não acha que se cobra demais?
Você não tem NADA! E NADA vai continuar a ter.
Mas até em não ter nada existe a sua vantagem: a vantagem de não ter NADA
a perder.

Tudo no mundo não é seu, e nunca será!

Nós somos um, mas não somos iguais. A única coisa que sei é que não tenho nada, e por nada tudo tenho.
Nos ferimos dia a dia, porquê?! Será “carma” da natureza humana?


You say:
Love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't keep holding on to what you got
When all you got is hurt.

Você diz que o amor é um templo, que o amor é uma lei maior, mas quando você me pede para entrar faz com que eu rasteje … e me trata como Lixo!
Não posso acreditar e me agarrar naquilo que você diz que é o “amor”, porque na verdade tudo quanto tens é dor.
Dor de não ser...

Dor de não viver...

Dor de não conhecer esse AMOR!




One love, one blood
One life you got to do what you should.
One life with each other: sisters, brothers.
One life, but we're not the same.
We get to carry each other, carry each other.
One love! One!
 
Um amor, Um sangue
Uma vida, pra fazer aquilo que você deveria.
Uma vida com um ao outro: irmãs e irmãos.
Todo mundo só tem UMA VIDA, mas não somos iguais...
Temos que carregar um ao outro... e compartilhar o VERDADEIRO AMOR.


Nele, que é Amor!


Com-ciência.
 



Mazaroto




AtitudeUnderground
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04 fevereiro, 2010

O QUE SE FALA AGORA SOBRE GRAÇA?


Tem muita gente judiciosa, legalista, moralista, marqueteira, oportunista, e desejosa por ficar na “moda”, falando de Graça de modo ridículo, pois não conhecem-na como bem para suas próprias almas. Isto porque quando é verdadeira, a Graça gera espírito de generosidade, misericórdia e perdão entre os homens; e, em relação a Deus, gratidão e confiança incondicionais.

Mas o que se fala hoje sobre Graça?

Para uns ela é uma “doutrina”. Para outros ela é uma “função divina”. Para alguns ela é “aquilo que nos salva”. Há ainda aqueles para os quais ela é a “nossa chance de barganha” com Deus. Para outros é um tema legal, bom, humano, generoso... E há a maioria, que fala na Graça como “sedução evangelizadora”. Para todos esses, a Graça não serve para nada em suas vidas, sendo apenas um “papo de crente”.

Os que pensam na Graça como uma “doutrina”, não sabem que torná-la qualquer coisa, mesmo uma “doutrina”, a converte em Lei de Pedras, uma espécie de Lei da Graça Escrita — o que torna aquilo que em si é intangível, e pela sua própria qualificação um “favor imerecido”, algo predefinido e contido, o que é uma contradição em relação à confissão de que a Graça é “favor imerecido”, posto que tudo aquilo que é imerecido, em si mesmo carrega a declaração total liberdade de ser. Assim, torná-la uma “doutrina”, é fazer dela uma Lei de Moisés Aristotélica. Nada além disso, visto que nesse caso, ela não é nada para o ser além de uma definição intelectual. Um ídolo da mente.

Os que tratam a Graça como uma “função divina”, vêem-na como algo que se parece com aquilo que, analogicamente falando, poderia ser visto como um “órgão de Deus”, assemelhando-se a uma espécie de fígado de Deus, ou Seu pulmão, ou Seu coração, ou Seus rins... Assim, quando se ouve tais pessoas falarem em Graça, soa a meus ouvidos como se um cirurgião estivesse tentando mostrar a constituição interna da Anatomia Divina. Uma obra de exumação teológica do ser de Deus.

Os que pensam na Graça como uma “chance de barganha” com Deus, vêem-na como se ela fosse uma oportunidade para apresentar um caso a um Rei. No entanto, nesse caso, a Graça é uma “oportunidade”. O resto, porém, fica por conta da malandragem do crente-súdito, quanto a aproveitar a chance na “mesa de negociações do Rei”, e apresentar uma proposta, fazer um acordo, fazer um sacrifício, etc... É o que Graça é para esses tais: a chance de sentar na mesa de “negociações” com Deus. Ou seja: a Graça seria apenas uma lobista, e que teria a prerrogativa de secretária de Deus, podendo definir quem consegue o direito de se assentar na mesa das negociações.

Para aqueles para os quais a Graça é um tema legal, bom, humano e generoso, ela é apenas um sentimento, uma escolha pelo que é humana e politicamente correto entre os liberais da Terra. É um tema bom para um livro. Para um best-seller agradável de ler. É “sadio”, é mais “humano”, é mais “cult”... Mas não gera vida, criando apenas uma espécie de posicionamento belo e correto, porém nada além disso.

Para os que a Graça é uma “sedução evangelizadora”, ela é uma estratégia, é o que se deve dizer aos que “ainda estão fora da igreja”, os quais ainda não foram presos pelas forças da Religião Cristã. Mas logo depois que a pessoa é “laçada”, a Graça é esquecida, ou vira doutrina, ou função divina, ou é aquilo que seduz o aflito ou que garante a oportunidade da barganha na mesa de negociações do Reino de Deus.

Quando eu comecei a falar em Graça explicitamente não como doutrina, não como função divina, não como “oportunidade” de barganha, não como um tema teológica e politicamente correto, e, muito menos como “sedução evangelizadora”, milhares estranharam... Isto há apenas três anos e meio.

Milhares foram as cartas que recebi acusando-me de ser “liberal”, ou de estar desconstruindo antigos esquemas teológicos, ou de estar me “auto-justificando”, ou de “exagero”, ou de muitas outras coisas... Quem lê o site desde o início sabe disto tanto quanto eu.

Eu, todavia, insistia em que a Graça não é especial, e que o comum é a Graça. E mais: que ela não é doutrina, mas uma consciência, fruto do entendimento do significado da Cruz, e cuja realidade não foi uma invenção divina para “remediar” a Queda, uma espécie de “remendo de pano novo em veste velha”. Mas é muito ao contrário disso. Pois se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, então, desde o inicio a Graça é o especial-comum de toda ação de Deus. Além disso, somente num Universo Auto-existente, no qual Deus fosse apenas o Habitante mais Antigo e mais Poderoso, não haveria Graça, mas tão fomente atos de Benevolência de um “deus velho e forte”... Mas não seria Graça, posto que a Graça pressupõe a não existência de nada antes dela, sendo ela a Causa de ser de todas as coisas, visto que tudo procede de Deus, e nada o precede. Só assim a Graça é favor imerecido antes de tudo, posto que nesse caso, o ato de criar, é uma decisão de total Graça, visto que Deus não criou para se fazer acompanhar no Universo, mas apenas porque Deus só é Deus se cria. Um Deus que nada cria, não é Deus, pois um Deus que não faz tudo como amor livre, não é Deus. Aliás, nada é. Assim, o exagero não é exagero. Afinal, um Deus que é antes de todas as coisas, e que é amor, e que se entrega como garantia de Sua própria criação antes de realizá-la, é mais multiforme nas formas de Seu amor do que se pode imaginar, assim como chocantemente diversas são as criaturas que fez e as inconcebíveis variáveis de todos os Seus atos criadores. Isto porque se a Graça vem antes de tudo — o Cordeiro imolado antes da criação do mundo —, então, pode-se ver nas variedades da criação uma analogia da multiforme Graça de Deus, a qual, na criação, não obedece a nada fixo, mas se faz crescer em adaptabilidades infindas, posto que a Forma não é a Vida, porém a Vida tem muitas formas, e evolui na propriedade dos aplicativos que são propostos de modo pertinente ao crescimento da vida. Os aplicativos da Graça em relação aos homens são no mínimo tão variados, quantas são as variedades das criaturas criadas.

Porém, antes de tudo, a Graça equivale ao Conhecimento Experiencial de Deus. Uma Graça que é só logorreia religiosa, uma doutrina, ou o confeite de uma mensagem, ou que se apresente como qualquer outra coisa que não seja a experiência de Deus na vida, não é Graça.

A Graça gera o fruto da paz e inicia o processo de transformação do ser; e, sobretudo, dá à pessoa a certeza da Confiança, a qual é a demonstração mais papável da Graça na experiência humana em Deus.

Hoje leio já um monte de gente “papagaiando” sobre a Graça, embora, em suas bocas, a Graça ainda não seja aquilo que elas estão sentindo e falando, pois nem todos estão descobrindo que ela é a essência das coisas antes delas existiram. Não! Elas só estão começando a falar em Graça em razão de que já viram que o povo está compreendendo a Palavra; e como eles já se vestiram de baiana a fim de segurar a moçada, agora estão incluindo a Graça em suas falas, ainda que no coração continuem odiosos, mascarados, invejosos, oportunistas, ou apenas politicamente corretos. Afinal, algo só é “heresia e exagero” até que o povo comece a crer na mensagem. Desse modo, eles — que já se fizeram de “baianas” a fim de chamar atenção —, incluem a Graça na mensagem apenas para dar a impressão de que não pregam a “heresia” do desamor. Sim, porque não afirmar a Graça, já está soando como “heresia” para o povo. Então, muitos estão mudando a fala, embora nada tenha mudado em seus corações.

Quem crê na Graça, vive a Graça como experiência de amor e paixão por Deus, vivendo a Sua paz, e conhecendo a Deus para si mesmo, antes de falar no assunto para alguém.

A Graça não é só melhor que a vida. Sem a Graça não há vida. Embora em seu nome possam aparecer muitos “boneco de ventrículo”, os quais jamais conheceram a Graça como misericórdia pelo próximo; mesmo o mais esquisito deles.

Muita gente vai falar cada vez mais em “Graça”. A questão, todavia, é se eles conhecem, aproveitam, se beneficiam, e provam a Graça como alegria, descanso e paz.

Sem que seja assim, pode-se falar em Graça, porém, tal Graça, ainda é uma falsificação. Posto que a Graça não é para ser falada antes de ser experimentada e praticada como confiança em Deus e pacificação pessoal do ser.

Nele,

Caio

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05 janeiro, 2010

LIMPA O MEU OLHAR!


Um olhar “condicionado” é um olhar determinado pela escravidão a algo que não deixa ver!

O problema é que o que condiciona o olhar é o próprio olhar...

O olhar, portanto, é o mestre ou o algoz do próprio olhar...

Isto porque há um olhar que antecede ao olhar que vê...

Falo do olhar que não usa os olhos, mas interpreta a vida...

Sim, falo do olhar que todo ser humano tem, mesmo quando fica cego...

Olhar é interpretar...

Entretanto, há um olhar que precede o interpretar...

Que olhar é esse?...

Ora, é o olhar de meu ser acerca de mim mesmo!...

Eu não vejo mundo algum sem que o veja a partir de meu ser!...

Por isto [...] Jesus disse que os olhos são a lâmpada do corpo/ser...

O olhar do meu ser não tem que iluminar o mundo com luzes de falsificação...

O olhar do meu ser somente será iluminado se antes me iluminar!...

O meu olhar não tem que iluminar o mundo, mas tem que me iluminar em qualquer que seja o mundo...

A escuridão não está no mundo...

A escuridão está em mim...

Assim, Jesus diz que será a luz do mundo apenas aquele que tem um olhar que ilumina antes o seu próprio ser...

“Vós sois a luz do mundo” [...]

“Os olhos são a lâmpada do corpo... Se os teus olhos forem bons, todo teu ser estará iluminado, mas se forem maus, todo o teu ser estará em trevas”...

Mas há quem se candidate a ser luz do mundo vivendo em profunda escuridão...

É mais fácil brincar de luz do mundo do que limpar o olhar todos os dias!...

Desse modo, por tal principio, o que Jesus me ensina é que o mundo pode ficar como ficar, mas, ainda assim, meu ser poderá ser pura luz apesar de tudo...

Não estou esperando a luz acender no mundo para ajudar o meu olhar...

Não! O mundo não se iluminará a fim de me ajudar!...

Todavia, ainda que eu ande no vale da sombra da morte não me faltará Luz no Olhar, pois, Tu estás comigo...

Olhar/consciência/luz!...

O Evangelho limpa o olhar...

O Evangelho produz consciência...

O Evangelho é Luz...

Jesus é o Evangelho...

Jesus vai se tornando a consciência do discípulo...

Jesus é a Luz do meu olhar...

Neste novo ano tudo o que peço ao Pai é um olhar/crer/interpretar/sentir muito mais limpo do jamais antes em minha vida...

É o que desejo a você também!...



Nele, que quer ser a minha mente, a minha alma e a minha expressão de ser em mim e na vida [...], a fim de que, sendo como Ele [...], eu seja como eu mesmo deveria ser,



Caio

1 de janeiro de 2010

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